• Leia mais sobre a violência no Rio
• Veja as imagens da quinta-feira
Sábado, 20
A onda de ataques começou no sábado, por volta das 23h, quando um arrastão na Baixada Fluminense deixou um homem morto com tiro de fuzil.
Domingo, 21
No domingo, mais dois carros foram incendiados na linha Vermelha, em Duque de Caxias. Um carro da Aeronáutica foi alvo de uma granada enquanto passava pelo local. Ninguém ficou ferido. Durante a noite, vários veículos foram roubados na zona Sul da cidade. Durante um dos roubos, um homem de 26 anos foi baleado de raspão na cabeça.
Segunda, 22
As autoridades do Rio de Janeiro começaram se pronunciar. O governador eleito Sérgio Cabral afirmou que as ações dos bandidos eram uma resposta às políticas de segurança pública do Estado. O governador se referia às UPPs, Unidades de Polícia Pacificadora, que estão presentes em 12 favelas cariocas. A polícia começou a montar ações para tentar combater a onda de violência que só na segunda deixou cinco carros queimados.
Terça, 23
A Secretaria de Segurança do RJ pediu a transferência de presos para o Paraná. Mil e duzentos agentes que são da área administrativa da polícia carioca foram colocados nas ruas. O policiamento também foi reforçado nas principais rodovias do Rio. Nas operações, a PM prendeu oito pessoas e deteve duas. Um homem foi morto. À noite, mais carros foram incendiados na zona Norte, e uma cabine da PM foi metralhada na Baixada Fluminense.
Quarta, 24
A quarta começou com novos ataques contra ônibus, carros e vans. A Justiça autorizou a transferências de oito presos para o Paraná. À tarde, a policia divulgou um balanço que apontava 21 mortes, 29 veículos queimados e 153 pessoas presas desde o início da onda de violência. Cerca de 17,5 mil policiais foram postos na rua e cerca de 17 mil alunos ficaram sem aula devido aos ataques.
Quinta, 25
Cinco veículos foram queimados na madrugada. Um motorista de ônibus foi atingido na cabeça e foi internado em estado grave. Pela manhã, mais dois ônibus foram queimados na zona Norte da cidade. As ações fizeram com que as empresas de ônibus tirassem parte de suas frotas das ruas. Aeronaves ficaram proibidas de sobrevoar algumas favelas, devido ao risco de serem alvejadas.
Um novo balanço da PM informou que o número de mortos subiu para 23. Ao todo, 159 pessoas foram presas e 37 veículos foram queimados (sem contar os da quinta-feira, pelo menos outros 28), ainda segundo o balanço da PM. Para conter a onda de ataques dos últimos dias, a PM iniciou operações contra traficantes na Vila Cruzeiro e na favela do Jacarezinho, ambas na zona norte da cidade. A ação contou com o apoio logístico da Marinha. Com a operação, cerca de 200 traficantes fugiram para as favelas que formam o Complexo do Alemão.
Sexta, 24
O sexto dia de ataques começou com um balanço de 30 mortes. Da meia-noite até as 6h15 da manhã sete carros e um ônibus foram atacados. O medo de novos incêndios fizeram as empresas de ônibus retirarem 95% da frota de circulação à noite e durante a madrugada. Com poucos ônibus em circulação, os cariocas tiveram dificuldades para chegar ao trabalho.
Três pessoas foram mortas nos confrontos desta sexta-feira. Além disso, duas foram presas e outras duas feridas, segundo balanço parcial da corporação. Homens do exército cercaram o entorno do Complexo do Alemão. Houve trocas de tiros por volta das 16h. Os traficantes também atiraram contra o helicóptero da polícia.
Depois do pedido do governo do Estado ao Ministério da Defesa, a Presidência da República autorizou, também hoje, a participação de 800 homens da brigada de paraquedistas das Forças Armadas na operação. Além da tropa, dez blindados da Marinha e três helicópteros da Aeronáutica darão apoio à polícia.
O Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal no Rio Grande do Sul anunciou no início da tarde que 15 policiais vão integrar a missão da Polícia Federal em apoio à Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Os agentes do RS deverão controlar os acessos aos morros cariocas.