A confirmação da morte cerebral do tenente da reserva Roberto Pinceta, 52 anos, baleado em assalto, deixou de luto a Brigada Militar. O óbito oficial foi dado entre o final da tarde e início da noite de sábado pelos médicos do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. A família decidiu pela doação de órgãos que foi realizada na manhã de ontem no Hospital Dom Vicente Scherer, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Houve o aproveitamento das córneas, rins, fígado e pele. A coordenação foi da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul. Após a liberação, o corpo seguiria para o Departamento Médico Legal antes de ser entregue à família para providenciar o velório e sepultamento. Uma homenagem da BM estava sendo planejada nos atos fúnebres.
Responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) da BM, o coronel Mário Ikeda lamentou profundamente a morte do tenente da reserva pois havia conhecido-o quando conduziu o 1º Batalhão de Operações Especiais (1ºBOE). O oficial lembrou que Roberto Pinceta sempre foi “linha de frente” e atuava nas ruas em três décadas de dedicação à corporação, dos quais dez anos integrando as Patrulhas Especiais do 1º BOE. “Era um excelente profissional”, recordou o coronel Mário Ikeda, acrescentando ainda o lado parceiro dele. “Era um companheiro de farda”, resumiu.
O tenente da reserva Roberto Pinceta havia sido baleado gravemente na manhã do dia 14 deste mês na avenida Otto Niemeyer, no Parque Madepinho, no bairro Cavalhada. Ele estava com seu Prisma estacionado e foi surpreendido por um assaltante armado, sendo atingido então por um tiro na cabeça. O criminoso, que vestia um moletom vermelho e calça jeans, fugiu na direção da avenida Cavalhada, sem levar o veículo. Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o crime. Socorrido, o brigadiano foi internado na UTI do HPS, mas não resistiu e teve morte cerebral.
Confirmada morte de policial é baleado em assalto
Roberto Pinceta, 52 anos, foi alvejado na avenida Otto Niemeyer