A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) confirmou a fuga de 32 presos depois que detentos colocaram fogo em colchões e destruíram a Galeria Um do Instituto Penal de Viamão. Segundo o superintendente-adjunto da Susepe, Afonso Auler, um número ainda incerto de apenados vai ser transferido, mas o destino ainda não foi definido. A juíza da Vara de Execuções Criminais da Capital, Adriana Ribeiro, está em Viamão e decidirá para onde os presos serão encaminhados.
A Brigada Militar (BM) já controlou a situação. De acordo com o comandante do Batalhão de Operações Especiais, Silanus Mello, nove apenados - e não 12 como a polícia informou anteriormente - foram capturados nos arredores do IPV tentando fugir. A BM prossegue o cerco em bairros próximos ao presídio para tentar capturar os demais foragidos.
A casa prisional abrigava, hoje, cerca de 600 homens. Destes, 150 estavam na Galeria 1. O grupo colocou fogo em colchões e as chamas destruíram a unidade, que é feita com material de fácil combustão, uma espécie de plástico que reveste a estrutura de ferro.
A ação dos presos começou logo depois de a BM e o Ministério Público realizarem revista no IPV e apreenderem 162 celulares, onze projéteis 9mm, 13 estoques (facas artesanais), 64 porções de cocaína, 172 pedras de crack, 330 porções de maconha, duas balanças de precisão e R$ 3,4 mil em dinheiro.
Confirmadas 32 fugas do Instituto Penal de Viamão
BOE havia conseguido recapturar nove apenados