Polícia

Corpo de Bombeiros Militar do RS ganha reforço de 539 novos segundo-sargentos

Formatura do Curso Técnico de Segurança Pública Bombeiro Militar ocorreu em Porto Alegre

Qualificação foi iniciada em maio deste ano e feita por ensino à distância
Qualificação foi iniciada em maio deste ano e feita por ensino à distância Foto : Rafael Silva / Brigada Militar / Divulgação / CP
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) ganhou 539 novos segundo-sargentos após a conclusão do Curso Técnico de Segurança Pública Bombeiro Militar iniciado em maio deste ano e feito por ensino à distância. A solenidade de formatura foi realizada no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. “Estamos em um processo de qualificação. Montamos a primeira plataforma de educação à distância da nossa instituição e temos a grata satisfação de habilitar mais de 500 sargentos”, destacou o comandante do CBMRS, coronel Cleber Valinodo Pereira.

“Eles fiscalizam o serviço de prevenção, são comandantes das guarnições de socorro e chefes de seções administrativas” citou como exemplos das atividades. O coronel Cleber Valinodo Pereira recordou que a habilitação de capitães ocorreu no ano passado. Para 2019, ele prevê a realização de concursos públicos para ingressos de novos soldados, sargentos e oficiais, além da aquisição de drones e motos aquáticas para o serviço de salvamento. O outro projeto que começará no próximo ano é a implantação do serviço de aviação no CBMRS, com o uso de helicóptero.

A cerimônia contou com as presenças do governador José Ivo Sartori; do secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer; e do comandante-geral da Brigada Militar, coronel Mário Ikeda; entre outras autoridades convidadas. Cezar Schirmer aproveitou para confirmar que na próxima terça-feira, dia 18, será inaugurada a primeira unidade prisional baseada no método Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) no Rio Grande do Sul. Com 40 vagas já disponíveis das 200 previstas, ela fica em um prédio na área do Instituto Penal Pio Buck, em Porto Alegre.

“As APACs realizam trabalho não remunerado e voluntário na administração de presídios. Ela tem como característica o envolvimento da sociedade civil. O custo do preso nelas é a metade do custo do sistema tradicional e o grau de reincidência é baixíssimo. No sistema tradicional está em torno de 70% e nas APACs não chega a 10%. É trazer o apenado para o lado do bem”, ressaltou. “Já tem dez municípios gaúchos que estão querendo também instituir o modelo”, observou. A iniciativa tem apoio do Ministério Público de do Poder Judiciário.