Polícia

Corpo de Eliseu Santos é velado na Assembleia Legislativa

Velório ocorre no Salão Júlio de Castilhas e enterro será no domingo, às 16h

Forte emoção marca velório de secretário da Saúde
Forte emoção marca velório de secretário da Saúde Foto : Antonio Sobral
O corpo de Eliseu Santos já está no Salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa, onde será velado. O ex-secretário da saúde de Porto Alegre foi assassinado na noite de sexta-feira, no bairro Floresta.

No momento da chegada do corpo, apenas familiares e pessoas mais próximas a Eliseu estavam presentes ao local. Mas agora o salão já está lotado. Autoridades são aguardadas durante o dia. O prefeito José Fogaça foi dos primerios a chegar ao velório. O corpo de Eliseu Santos será enterrado neste domingo, no cemitério Jardim da Paz, às 16h.

Leia mais sobre o assassinato de Eliseu Santos.

A polícia gaúcha segue investigando a morte do secretário municipal da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos. Segundo o delegado Bolívar Llantada, titular da Delegacia de Homicídios, nenhuma hipótese pode ser descartada. Às 7 horas deste sábado, os policiais retornam ao local do crime com a equipe do Instituto Geral de Perícias para uma busca detalhada de pistas que podem não ter sido detectadas durante a noite.

Vários depoimentos de testemunhas já foram tomados e estão sendo usados como base para as investigações. A viúva será ouvida assim que houver condições.

A hipótese principal seria de tentativa de assalto frustrada pela reação do secretário, que desferiu nove tiros com sua pistola .380.

O secretário municipal da Saúde, Eliseu Santos, morreu na noite desta sexta-feira. O médico e político foi baleado quando estava entrando em seu carro, na rua Hoffman, quase esquina com a avenida Cristóvão Colombo, no bairro Floresta.

Trajetória política de Eliseu Santos foi marcada por polêmicas

A vida do secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, foi marcada por polêmicas. Ex-vice-prefeito na primeira gestão de José Fogaça, entre 2005 e 2008, Santos teve envolvimento em fatos que se tornaram públicos e que, agora, servirão de subsídio para a Polícia, que trabalha com duas linhas de investigação: homicídio ou roubo que resultou em morte.

Fazem parte do rol de polêmicas episódios de exoneração de funcionários, confronto com interesses de empresas que atuavam na área da saúde e até mesmo ameaças que teria recebido nas últimas semanas. Conforme o coordenador do Centro de Apoio Criminal do Ministério Público estadual, promotor Fabiano Dalazen, não há, no entanto, nenhum depoimento prestado que pudesse ter ligação com a morte de Santos. “O que existe é uma representação de danos ao patrimônio público, com demissão de um funcionário, e que ainda está sendo apurada.”

Por parte da Polícia, seguem as investigações sobre o Instituto Sollus e suposto desvio de R$ 9 milhões na saúde municipal.