Polícia

Corregedor alega que evidências não comprovam legítima defesa

Delegado que matou vítima de sequestro em Gravataí foi indiciado por homicídio doloso

Corregedor alega que evidências não comprovam legítima defesa
Corregedor alega que evidências não comprovam legítima defesa Foto : Cristiano Estrela / CP
O corregedor Paulo Rogério Grillo disse nesta sexta-feira que optou pelo indiciamento por homicídio doloso (por erro de execução) do delegado Leonel Fagundes Carivali porque “as evidências reunidas no inquérito não comprovam de forma cristalina a condição de legítima defesa alegada pelo delegado”. Em entrevista coletiva na Corregedoria-geral de Polícia do Rio Grande do Sul, Grillo afirmou que levou em conta contradições entre a alegação de Carivali e o depoimento de testemunhas.

Ele lamentou a necessidade do indiciamento. “Na atividade policial, qualquer agente que esteja engajado no enfrentamento a criminosos como o estouro a um cativeiro, está sujeito ao erro. Poderia acontecer comigo”, desabafou.

Carivali foi indiciado pela ação que resultou na morte do agricultor Lírio Darci Persch e na prisão de três criminosos, em 21 de dezembro. O delegado, diretor da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, atirou três vezes com a intenção de acertar um dos sequestradores, quando o cativeiro foi descoberto, em Gravataí. Um dos disparos acertou Persch nas costas, causando sua morte no local do enfrentamento.
 
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