“Vamos cumpri-la. Recebemos com o respeito que merece a Justiça. Nós entendemos que era necessário, mas as investigações continuarão. Talvez não do modo como esperávamos, mas vamos obter o resultado que esperamos”.
Segundo o delegado, os resultados finais serão expostos em breve. “Existem alguns indicativos de que, em determinados atos dentro desses processos, existiu a corrupção. Mas tem que olhar com cuidado, está sendo tudo apurado. É considerado segredo de Justiça, mas logo vai vir à tona”.
Cardoso quer estipular o impacto ambiental em números. “Temos um objetivo, que não é uma coisa nova, mas agora vai vir com grande força, de quantificar isso em valores. Queremos saber quanto a natureza foi atingida em valores monetários, se é que é possível dizer isso. As pessoas terão que arcar”, afirma.
Sobre as declarações dos advogados de defesa, que desqualificaram as evidências colhidas pela PF, o delegado manda um recado: “Não somos principantes”.
“Se o advogado dissesse que a prova da Polícia Federal é muito forte, iria acabar tudo. Tinha que largar. O advogado sempre vai dizer que a prova é risível, é fraca. Essa é a pressão que eles fazem, mas temos tranquilidade com o nosso trabalho. Não somos principiantes nisso”, garante Roger Cardoso.