A partir do anúncio da redução no número de horas extras pagas a policiais militares pelo governo gaúcho, o subcomandante-geral da BM, coronel Paulo Moacyr Stocker, confirmou nesta terça-feira que a corporação vai cumprir o percentual de contenção do recurso sem deixar de cumprir com as obrigações da corporação. De acordo com ele, a redução nas escalas vale apenas no que se refere às horas extras dos policiais, ou seja, sem atingir o policiamento diário. A Brigada reforçou, ainda, que os gestores de cada comando terão uma nova tarefa: gerenciar essas cotas de expediente.
Cada policial militar, além da carga horária padrão, pode ser escalado para trabalhar por mais 40 horas mensais a título de jornada extraordinária. Analisando isoladamente, o número representa uma diminuição de 20 minutos por dia para cada policial com jornada de 40 horas que, eventualmente, esteja escalado para atuar além do horário padrão. Na prática, no entanto, esse cálculo é diferente: cada policial pode executar mais horas extras em um dia e cumprir horário padrão ou gozar de folga em outro. Agora, no entanto, o número de horas extras cai, de forma geral, de 40 para 24 horas extras por servidor.
A partir disso, entra o trabalho dos comandos regionais: cada um vai ter a tarefa de analisar eventos extraordinários e avaliar a necessidade numérica de policiais para cada caso. Em eventos de grande porte, como uma final de campeonato de futebol ou um show internacional, o efetivo deve ser padrão. Em eventos menores, como um jogo citadino, por exemplo, o contingente enviado pode ser reduzido. Além disso, em casos excepcionais, como manifestações não programadas, a BM garante que não vai haver prejuízo à comunidade.
Corte nas horas extras vai exigir que cada unidade da BM passe a gerir cotas
Limite máximo por policial cai de 40 para 24 horas extras por mês