Após a absolvição em Júri Popular, o auditor do Tribunal de Contas do Estado, Jader Branco Cavalheiro, descansa com a família e evita manifestações à imprensa. Nessa terça-feira, ele foi considerado inocente da acusação de ter mandado assassinar a esposa Renata Alves Neves, de 30 anos, em janeiro de 2008, próximo à Praça Japão, na zona Norte de Porto Alegre. Segundo a assessoria do TCE, a Corte aguarda apenas a publicação em órgãos oficiais da decisão para reintegrar o funcionário. Jader só não volta ao trabalho se apresentar atestado médico.
A promotora do caso, Josiene Menezes, vai recorrer e está confiante. Ela pede, até o final da semana, anulação do Júri, baseada nas provas apresentadas pela Polícia. Já o advogado de Jader, João Olímpio de Souza Filho, avalia como praticamente impossível um êxito no recurso. A principal prova utilizada para a absolvição está baseada no fato de que o celular do suposto executor, José Feijó Luis Martins, o Urso, estava, de acordo com laudos técnicos, 4 km distante da vítima.
Crime da Praça Japão: TCE prevê retorno de auditor absolvido ainda neste mês
Ministério Público vai recorrer da decisão do Tribunal do Júri