Foi pela manhã que a delegada Jeiselaure Rocha de Souza recebeu a informação de que o publicitário Ricardo Jardim – filho da idosa que estava desaparecida desde abril e cujo corpo foi concretado – estava “mexendo com o seu passaporte”. A policial disse acreditar que ele poderia estar pensando em sair do país. Os policiais foram ao apartamento da idosa, em uma tentativa de intimá-lo novamente e encontraram o publicitário “transtornado” e armado com um revólver calibre 32. Ele foi preso por porte ilegal. O revólver não estava carregado.
“Perguntamos o que ele tinha feito com a sua mãe. Jardim ficou apavorado e disse: ‘Eu matei a minha mãe e ela está concretada no apartamento’”. Conforme ela, Jardim confessou o crime e disse ter sido a mãe que começou as agressões. A afirmação não convenceu os policiais. Ele contou ter jogado uma pedra na cabeça da idosa durante a discussão. “Logo depois, ela parou de gritar”, lembrou. O cadáver, segundo a Polícia Civil, apresentava sinais de facadas.
O corpo Vilma ficou um mês debaixo da cama onde ela dormia, até ser colocado dentro do armário e concretado. Na tarde desta sexta, na saída da delegacia, o publicitário afirmou ter se arrependido do que tinha feito.
A delegada explicou que após Vilma receber o seguro devido à morte do marido, Jardim passou a “ostentar um padrão de vida incomum”. A policial disse que o crime foi “detalhadamente pensado”. Ele teria tomado várias providências para não levantar suspeitas e chegou a escrever uma espécie de roteiro do que iria falar se precisasse prestar depoimento.
Crime foi detalhadamente planejado, revela delegada
Polícia Civil encontrou corpo de idosa concretado em apartamento em Porto Alegre