“A ideia é mudar a cultura de combate à corrupção. Atualmente, o foco está na prisão do criminoso, mas esse é solto logo em seguida já que é preciso o trânsito em julgado para mantê-lo preso. O melhor é também focar na apreensão do bem que motivou o crime”, explicou o diretor do DRCI, Ricardo Andrade Saadi, ao relatar que a espera por uma sentença sobre lavagem de dinheiro é de, em média, 15 anos.
Conforme Saadi, o Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro surgiu como cumprimento de uma das metas da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).
O objetivo é estabelecer um plano integrado de capacitação e treinamento de agentes públicos e de orientação à sociedade, para otimizar a utilização de recursos públicos e disseminar uma cultura de prevenção e combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil. “O Rio Grande do Sul é o segundo estado brasileiro com maior cooperação jurídica internacional. Isto porque faz fronteira com dois países e é ponto constante de crimes como descaminho e tráfico de drogas”, alertou Saadi.