A Justiça confirmou o pedido de prisão temporária da mãe investigada por envolvimento na morte de suas filhas gêmeas, de 6 anos, ocorridos nesta semana em Igrejinha, no Vale do Paranhana. A decisão foi assinada pelo juiz 1ª Vara Judicial de Igrejinha, Diogo Bononi Freitas.
Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a prisão tem validade de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período, caso haja necessidade comprovada. O magistrado também determinou que o Hospital Bom Pastor forneça à autoridade policial todos os documentos médicos relativos à investigada.
Em sua decisão, o juiz ressaltou a presença dos requisitos legais para decretar a prisão e a demonstração suficiente, pela autoridade policial, da imprescindibilidade da medida para a continuidade das investigações. “Há necessidade de colhimento de elementos de convicção relativos ao delito em investigação, o que poderá ser melhor elucidado após a análise dos documentos médicos referentes à internação da investigada”, afirmou Freitas.
As irmãs Manoela e Antônia Pereira, gêmeas univitelinas de 6 anos de idade, que morreram em um intervalo de oito dias, em um caso que chocou a comunidade de Igrejinha. O primeiro óbito ocorreu no dia 7 de outubro e o segundo, na última terça-feira. Em comum entre os casos, ambas as meninas chegaram a ser encaminhadas pelo Corpo de Bombeiros Voluntários ao Hospital Bom Pastor, mas não resistiram.