Polícia

Decretada prisão preventiva de soldado da PM suspeito de chacina em Osasco

Militar negou envolvimento no caso, mas seu álibi não foi comprovado

A Justiça Militar do estado de São Paulo decretou a prisão preventiva de um soldado suspeito de participar da chacina de Osasco, após o policial ter sido reconhecido pessoalmente, por uma sobrevivente. A série de crimes, que deixou 18 mortos, ocorreu em 13 de agosto.

O militar havia sido posto em prisão disciplinar na sede da Corregedoria da PM desde a última sexta-feira, e vai ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes. Ele negou participação na chacina, mas a polícia afirmou que o álibi fornecido não foi comprovado até o momento. A Corregedoria da PM segue investigando os crimes.

Ao todo, 18 assassinatos ocorreram nos municípios de Barueri, Osasco e Itapevi. O secretário de Segurança Pública do estado, Alexandre de Moraes, disse não descartar a hipótese de retaliação pelas mortes de um policial militar e um guarda civil metropolitano. O policial foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) no dia 7 de agosto, em um posto de gasolina em Osasco. Em 12 de agosto, um guarda civil foi assassinado.