Polícia

Decretado sigilo nas investigações sobre a morte de Eliseu Santos

Polícia Civil foi comunicada da decisão na manhã desta quinta-feira

Decretado sigilo nas investigações sobre a morte de Eliseu Santos
Decretado sigilo nas investigações sobre a morte de Eliseu Santos Foto : Leandro Cabral
A juíza de Direito Elaine Maria Canto da Fonseca, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Alegre, decretou o sigilo das investigações envolvendo o assassinato do secretário municipal da Saúde, Eliseu Santos, morto a tiros na noite do dia 26 de fevereiro no bairro Floresta, em Porto Alegre. A medida foi adotada por solicitação da promotora de Justiça Lúcia Callegari, que anteriormente havia solicitado a mesma providência jurídica no inquérito policial do Caso Becker. O titular da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, delegado Bolívar Llantada, foi notificado da decisão durante a manhã. "A partir de agora não posso mais falar sobre o caso", disse.

Como Llantada concluiu que Eliseu não foi vítima de execução, mas de latrocínio, os autores não serão submetidos a Júri Popular. O caso deixará de ser apreciado no Tribunal do Júri, passando para a alçada de uma Vara Criminal. No entendimento da promotora, o sigilo foi fundamental para o desfecho exitoso das investigações envolvendo o assassinato do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina, Marco Antonio Becker. Antes do silêncio imposto pela Justiça, Llantada destacou a importância do isolamento e da preservação do local em que Eliseu foi morto.

"Ficaram decalcadas todas as marcas do delito. Os vestígios coletados facilitaram a elucidação do crime", enfatizou. De acordo com o delegado, a prova técnica está prevalecendo no trabalho de campo. Llantada revelou que os vestígios obtidos na área onde ocorreu a prática de um delito facilitam a descoberta de autores de crimes graves contra a vida e de violação do patrimônio. "As coletas foram determinantes para desvendarmos a identidade dos autores do assassinato do secretário municipal da Saúde", assinalou.

O delegado relatou que havia uma pressão da sociedade para que a polícia desvendasse as circunstâncias envolvendo o assassinato de Eliseu, devido à expressão política e social da vítima. Segundo ele, as investigações foram inicialmente desenvolvidas em duas direções - execução e latrocínio -, em razão de o secretário ter alguns "desafetos". "Era um homem polêmico e, por conta disso, não nos era permitido descartar de imediato a hipótese de homicídio", esclareceu.

Na tarde de ontem, foi revelada a identidade de um dos suspeitos, cujo sangue é compatível com a amostra coletada na cena do crime. Ele foi identificado como Eliseu Pompeu Gomes, de 22 anos, e havia sido medicado na noite de sexta-feira no Hospital São Camilo, em Esteio, após levar um tiro de raspão. O delegado Bolívar Llantada espera para a tarde desta quinta-feira a apresentação do segundo suspeito.