Antes de entrar no prédio, ela conversou como o líder do movimento, Marcos Prisco. Ele confirmou a presença das 30 crianças e disse que o movimento não é contrário à saída delas, desde que tenham a anuência dos pais. “Ele me garantiu que, caso os pais autorizem, o movimento não fará obstáculos para a saída das crianças. Aqui não é um local de proteção. As crianças estão vulneráveis não só no aspecto físico, mas também no psicológico”, disse ela. Muitas delas, segundo a procuradora, relataram que estão com medo de ficar à noite no prédio, que teve o fornecimento de energia e água cortado.
Nesta terça, o Exército permitiu a entrada de água, alimentos e material de higiene levados por parentes dos grevistas. A defensora disse ainda que tentará levar as crianças primeiramente para a casa delas, aos cuidados de parentes. Em caso de crianças cujos pais não tenham confiança em deixá-las com outras pessoas, os menores poderão ser encaminhados a abrigos.
Na noite dessa segunda, três crianças – duas meninas e um menino – conduzidas por um casal, saíram da Assembleia Legislativa. Mais tarde, três mulheres e cinco crianças, sendo uma de colo, também saíram do prédio.