Polícia

Defesa de acusado de morte de Eliseu deve pedir cela especial

Marcelo Machado Pio estaria sofrendo ameaças<br />

A defesa de Marcelo Machado Pio deve solicitar, na tarde desta quarta-feira, a sua transferência para uma cela especial. Segundo os advogados do denunciado pelo Ministério Público como um dos três mandantes da morte do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos, ele está sofrendo ameças. Pio está preso desde a quinta-feira, mas só ontem começou a ser representado por Marcus Paulo Pozzobon e Marcos Vinícius Barrios.

O suspeito está em uma galeria separada dos outros três presos, Eliseu Pompeu Gomes, Fernando Treib Kroll e Marcelo Dias Souza, integrantes da quadrilha que teria sido a responsável direta pela morte. O ex-assessor jurídico da Secretaria Municipal Marco Antônio Bernardes, acusado de ser outro mandante, já está em cela diferenciada. José Renato Hordoff de Mello, o terceiro denunciado por mandar matar Eliseu Santos, está detido no Presídio da Brigada Militar.

Até a sexta-feira, a defesa de Machado Pio deve ingressar com pedido de habeas corpus, para que responda ao processo em liberdade. Conforme Pozzobon, o Ministério Público não tem provas da participação do seu cliente no crime. Ele explica que, mesmo que o crime tenha sido encomendado e não um latrocínio, Marcelo Machado Pio nada teria a ganhar com a morte de Eliseu Santos.

“Ele era mero funcionário da Reação, não tinha poder de mando com relação a contratos, não tinha de interesse no que está sendo dito, era só uma relação de patrão-empregado”, explica.

Pozzobon defende a tese da Polícia Civil de que a morte do ex-secretário foi provocada por uma tentativa de assalto frustrada. Ainda de acordo com a defesa, ele não conhecia Eliseu Santos pessoalmente. A defesa espera ainda a análise dos extratos das escutas telefônicas, que podem comprovar ou acabar com a ligação entre os integrantes da empresa Reação - da qual Marcelo Machado Pio era gerente - e a quadrilha de roubo a carros.

A defesa de Jorge Renato Hordoff de Mello, que era administrador da Reação e chefe de Marcelo Machado Pio, aguarda a manifestação da 1ª Vara do Tribunal do Juri a respeito de um pedido de relaxamento de prisão. Robinson Teixeira dos Santos, que seria o quarto integrante do bando que assassinou Eliseu Santos, segue foragido.