Polícia

Defesa de denunciado pela morte de Eliseu aguarda da Justiça para apresentar habeas corpus

Ex-assessor jurídico da Secretaria da Saúde se apresentará na sede da Promotoria Criminal do MPE

A defesa do ex-assessor jurídico da Secretaria Municipal da Saúde Marco Antônio Bernardes aguarda informações da Justiça para apresentar pedido de habeas corpus preventivo. Ele é um dos oito denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por participação no assassinato do ex-secretário da Saúde de Porto Alegre Eliseu Santos.

“Tudo vai depender. Ainda não sabemos se há um mandado de prisão. A minuta já está pronta”, disse sua advogada Clair Luiza Crusamarello. Segundo ela, o seu cliente estava no Litoral Norte quando recebeu a notícia da denúncia. “Eu fiz uma petição informando da possibilidade de ele se apresentar naquele momento”. Bernardes está se deslocando em direção a Porto Alegre e deve chegar à sede da Promotoria Criminal do MPE pela manhã. “Ele é inocente, não tem o que temer”, completou a advogada.

Cinco pessoas já foram presas


Segundo o MPE, o ex-assessor de Eliseu e sócios da empresa de vigilância Reação contrataram uma quadrilha de ladrões de carro para simular um latrocínio e executar o ex-secretário. Ontem, os homens apontados pelos promotores responsáveis pelo caso como donos da Reação, Marcelo Pio e Jorge Renato Mello, também foram presos. Pio foi detido em casa, e Mello se apresentou à polícia.

Outros três denunciados já estão no Presídio Central: Eliseu Pompeu Gomes, Fernando Treib Krol, o "Alemão", presos após inquérito da Polícia Civil, e Marcelo Dias Souza, detido ontem pela Brigada Militar.

Com isso, apenas Janine Ferri Bitello, de 25 anos, de Sapucaia do Sul, e Robinson Teixeira dos Santos, de 23 anos, também de Sapucaia do Sul, seguem foragidos.

De acordo com o MP, Bernardes teria perdido um cargo em comissão junto à Secretaria comandada pela vítima. Além disso, outros denunciados teriam sido prejudicados pelo fechamento da empresa de vigilância e segurança Reação. A empresa perdeu mais de R$ 1 milhão quando o seu contrato foi rompido devido à descoberta do esquema de propina.