Polícia

Defesa de Jura vai recorrer da decisão que leva o traficante a júri popular

Para advogada, tese se fundamentou em uma única prova

A defesa de Juraci Oliveira da Silva, o Jura, suspeito de envolvimento na morte do ex-presidente do Cremers, Marco Antônio Becker, já foi notificada da decisão judicial que determina que o traficante vá a júri popular no caso de duplo homicídio ocorrido em 2006. Jura é acusado de mandar matar desafetos na vila São José, perto do Campo da Tuca, na zona Leste de Porto Alegre. Segundo a advogada dele, Ana Maria Castaman Walter, não há provas para o crime. O julgamento ainda não tem data marcada.

A defesa de Jura garante que o Judiciário determinou o julgamento popular baseado em uma única suposta prova. “É o depoimento de alguém dizendo que se houve morte naquela região da cidade é porque Jura tem envolvimento”, criticou Ana Maria. Jura é acusado de comandar o tráfico de drogas no Campo da Tuca. Ele foi capturado em maio deste ano, no Paraguai, e está preso no Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Sobre o Caso Becker, a advogada de Jura disse que os próximos dias prometem novidades, mas não adiantou detalhes. Becker foi morto em dezembro de 2008, no bairro Floresta, em Porto Alegre. A vítima foi executada com quatro tiros. O motivo do assassinato, conforme a polícia, foi a desavença existente entre Becker e o ex-andrologista Bayard Olle Ficher Santos. Entre as provas apresentadas pela polícia está o registro de troca de 14 mensagens por celular justamente no dia do crime, entre o ex-assessor de Bayard, Moisés Gugel, e o traficante Juraci Silva dos Santos, suspeito de ter dado a ordem final aos executores.

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