Polícia

Defesa de Marcelo Machado Pio cancela pedido de transferência de cela

Advogados esperam degravações de escutas telefônicas para entrarem com habeas corpus<br />

A defesa de Marcelo Machado Pio, denunciado pelo Ministério Público como um dos três mandantes da morte do ex-secretário da Saúde, Eliseu Santos, iria solicitar transferência de cela do cliente. Ele alegou ter sido ameaçado, mas, depois, voltou atrás e informou aos advogados que houve uma briga na galeria em que está no Presídio Central. Os advogados aguardam que sejam anexadas aos autos do processo as degravações das escutas telefônicas que devem comprovar ou descartar a ligação entre a empresa Reação, da qual Marcelo Pio era gerente, e a quadrilha de roubo a carro acusada de matar o político.

Depois disso, a intenção do advogado Marcus Paulo Pozzobom é entrar com pedido de habeas corpus ao cliente, sob a alegação de que a morte foi causada por uma tentativa frustrada de assalto ao carro de Eliseu Santos, e que Marcelo Pio nada teve a ver com o assassinato. Nesta manhã, Pozzobom pegou documentos na 1ª Vara do Júri e no Departamento de Investigações Criminais que ele acredita serem o fim da tese do Ministério Público de que a morte foi uma execução. O conteúdo deve ser base para o pedido de habeas corpus.

Na mesma penitenciária de Marcelo Pio, está o segundo denunciado por mandar matar Eliseu Santos, Marco Antônio Bernardes, ex-assessor jurídico da Secretaria Municipal da Saúde. O advogado dele, Marcos José Stefani, espera que em 10 dias o Tribunal de Justiça se manifeste sobre o pedido de habeas corpus para que o réu responda ao processo em liberdade. Nesse mesmo prazo, também é esperada a resposta do Ministério Público sobre o pedido de revogação da prisão preventiva, encaminhado à juíza Elaine Maria Canto da Fonseca, da 1ª Vara do Tribunal do Juri. Se as duas solicitações forem indeferidas, a defesa irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.

O pedido de relaxamento de prisão de Jorge Hordoff de Mello, administrador do grupo Reação, está nas mãos da Juíza Elaine Maria Canto da Fonseca, que deve repassar o documento para o Ministério Público. Mello continua detido no Presídio da Brigada Militar, por ser policial da reserva.