Já Leandro Pereira, que também defende a merendeira, disse que ela foi coagida a assinar o seu depoimento e que não pôde ler o documento. O delegado Cléber Lima não quis comentar as acusações. Ele deve indiciá-la por tentativa de homicídio doloso. Após o depoimento, a merendeira foi liberada.
A funcionária havia sido contratada, em caráter emergencial, para trabalhar na Escola de Ensino Fundamental Pacheco Prates três semanas atrás e foi uma das pessoas hospitalizadas após comer a refeição envenenada.
Os alunos e professores que sofreram intoxicação na quinta-feira passaram por exames médicos na sexta e no sábado. Alguns ainda colheram amostras de sangue neste domingo no Posto de Saúde da Vila Bom Jesus.
Kelly Maciel, 28 anos, mãe de uma aluna de 10, disse que os pais estão revoltados e querem a prisão da funcionária responsável pela intoxicação. Ela ressaltou que tinha total confiança na escola e que não imaginava que uma pessoa fosse capaz de prejudicar tantas crianças.
A Secretaria Estadual de Educação define na segunda-feira a data do retorno das aulas.