Conforme o advogado Lucas Pereira, quando foi feito o primeiro acesso ao inquérito, ainda no dia 5 de agosto, o depoimento em que a merendeira confessa ter sido a responsável por colocar veneno de rato no almoço dos alunos da Escola Estadual Doutor Pacheco Prates não tinha assinatura de um escrivão. No entanto, ontem o advogado encontrou a mesma folha da confissão, só que, desta vez, com a assinatura. O defensor garante que tem cópia do documento das duas formas, com e sem rubrica.
Além disso, o primeiro relatório, feito pela delegada plantonista Clarissa Demartini, apontava outras quatro pessoas como suspeitas, entre alunos e até mesmo professores. Segundo o advogado, se há suspeitos ainda não investigados, não se tem certeza da culpabilidade da merendeira, que alega que foi coagida a confessar. Por isso, para Lucas Pereira, ela deve responder em liberdade.
Conforme o delegado Cléber Lima, os quatro suspeitos citados devem ser ouvidos, nesta quinta-feira ou na sexta-feira. Ele espera, até a metade da semana que vem, concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público (MP).
O primeiro habeas corpus foi encaminhado ontem para apreciação do MP. Após o parecer dos promotores, o pedido será julgado pela Segunda Câmara Criminal.