Um dos sindicatos que representam os policiais civis alertou nesta quarta-feira que delegacias de Porto Alegre voltaram a ficar superlotadas com presos. A situação é considerada inadequada, já que ocorre por um longo período e não existe infraestrutura necessária para higiene, além de alimentação. Dirigentes sindicais sustentam que a desculpa do governo do Estado é a mesma de sempre: falta de vagas no sistema prisional.
O presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), Isaac Ortiz, informou que a orientação para os plantonistas é que não registrem flagrantes. “Existem presos até fora das celas, então, imaginem o risco para os policiais e para a população. A orientação é de que não sejam mais registrados flagrantes até que estes presos sejam encaminhados para a cadeia”, adiantou.
A informação é de que 21 presos estão sendo mantidos na 3ª Delegacia de Plantão e Pronto Atendimento e a 2ª DPPP soma 15 detidos. A Susepe já foi procurada pela reportagem, mas ainda não prestou esclarecimentos.
Delegacias de Porto Alegre voltam a registrar superlotação de presos
Sindicato dos Investigadores de Polícia relatou que existem detentos que estão fora das celas