Para a delegada, o fato pode mudar o rumo das investigações. Segundo ela, inicialmente, a informação era de que o soldado havia sido ferido ao resistir a abordagem, inclusive apontando arma para a guarnição. A policial disse que os três tiros nas costas da vítima fazem com que nenhuma hipótese seja descartada na investigação. “Pode ter sido excesso, execução ou acerto de contas”, afirmou a delegada. Pelo menos quatro testemunhas, que haviam confirmado a versão dos PMs, foram ouvidas novamente, mas não foram divulgados detalhes dos depoimentos.
O comandante do 3º RPMon da Brigada Militar, tenente-coronel Carlos Fernando Bicca, explicou que o comando da unidade trabalhava com a hipótese de legítima defesa, mas com o divulgação do laudo extra-oficial, as investigações vão continuar para coletar novas provas.
Bicca anunciou que os quatro policiais envolvidos na ocorrência foram afastados, não por suspeita de suas posturas, mas pelo trauma da morte envolvendo um colega. A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito e o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto para Brigada Militar deverá ser concluído dez dias depois.
O soldado, que estava à paisana no momento da morte, foi alvejado ao ser abordado num Corrolla com outros dois homens. Ele teria saltado do veículo e se escondido atrás de um caminhão apontando uma pistola para a guarnição do BOE, quando um dos PMs fez uso da sua pistola calibre 40. O policial morreu no hospital quando recebia os primeiros socorros.
O tenente-coronel Bicca revelou que o soldado morto vinha sendo investigado sigilosamente por envolvimento em crimes, mas que ainda não havia saído afastado por falta de provas concretas. Bueno servia no 3º RPMon da Brigada Militar desde 2008.