A delegada da 2ª Delegacia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, Roberta Mariana Bertoldo, pretende manter a investigação sobre a morte do jornalista Tagliene Padilha Cruz, de 33 anos, ocorrida na noite da última segunda-feira, em sigilo. O objetivo é não atrapalhar a apuração dos fatos. Entretanto, Roberta Bertoldo suspeita que a motivação do crime não foi patrimonial.
“A questão da motivação é algo que não temos como afirmar, em um primeiro momento. Geralmente, vamos ter com a conclusão. Embora, tenha suspeitas de que não tem nada a ver com crime patrimonial e que a substração de equipamentos tenha sido meramente ocasional, por algum fato específico, não é algo que tenho que levar em conta, mas é algo que tenho que provar. Por exemplo, ouvimos parentes e amigos e eles não trouxeram informações que ele tivesse algum desentendimento com alguém. Então, nesta linha, podemos ter qualquer fato. É muito difícil dizer algo neste momento. Acredito que não seja latrocínio, mas isso é algo que tem que ser provado”, afirmou a delegada.
A Polícia Civil tem imagens de um suspeito e pretende ampliar a investigação para ter certeza da participação do indivíduo no crime. Em um laudo parcial, o Instituto Médico Legal revelou a delegada que a causa da morte foi asfixia por esganadura, que é a constrição do pescoço com as mãos. Além disso, foi constatado que Taglie, como era conhecido, foi atingido por um objeto na nuca.
“Ele foi atingido na cabeça. Não sabemos qual o objeto e não foi constatado objeto característico no local. É possível que ele tenha sido levado também”, revelou Roberta Bertoldo.
Somente a investigação, que está em andamento, poderá confirmar as suspeitas.
Delegada suspeita que morte de jornalista não tenha motivação patrimonial
PC tem um suspeito, mas não divulgará imagens para não atrapalhar investigação