O titular da 4ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, delegado Gabriel Oliveira Bicca, confirmou que autor e vítima tinham um histórico de brigas familiares, com algumas ameaças e agressões registradas em delegacias. “Era constante a troca de ameaças entre os dois”, comentou. Segundo o delegado, depois de ser impedido de fugir por alguns fieis e entregue a policiais militares, Porto foi autuado em flagrante e encaminhado ao Presídio Central de Porto Alegre.
De acordo com o padre, o relacionamento entre a filha de Porto e Rodrigues terminou havia um ano. A mulher e os filhos do casal, um jovem de 16 anos e uma menina de 13, foram morar na casa do pai, que estaria sendo rondada pela vítima nos últimos tempos. “Não foi uma separação tranquila, foi muito estressante. O suposto autor deveria estar no seu limite para fazer isso”, disse o titular da Igreja
Alguns fieis ficaram perplexos com o desfecho da história. A dona de casa Michele Coelho, que assistia à missa na companhia dos filhos, disse que no momento dos tiros o local virou uma grande confusão. “É tudo muito triste. Fiquei assustada”, comentou a mulher.
O pároco disse que benzia a imagem de um fiel quando ouviu o som de um tiro ecoar pela igreja. Ele retornava para o altar e percebeu mais três disparos. Então, avistou o corpo da vítima, e a tentativa de alguns frequentadores de prestar ajuda. “Ao ver que ele parecia estar muito mal, fiz uma prece”, declarou.
Rodrigues morreria em seguida. Padre Dalcin disse que não conhecia a vítima, mas sabia que ele frequentava igreja devido às vestes campeiras com as quais fazia questão de ir às celebrações. Sobre o suposto autor dos disparos, um tenente reformado do Exército, o padre revelou que também era um fiel assíduo, a ponto de ser ministro e de ter sido chefe da equipe da liturgia. Segundo o pároco, ele também frequentava a igreja, quase sempre com a esposa. Neste domingo, o homem estaria sozinho.