Polícia

Delegado especializado em crimes de intolerância nega caso de neonazismo em Teutônia

Placas foram pintadas com suástica e criaram preocupação na cidade

No final de 2009, um segurança negro foi atacado em uma estação da Trensurb, na Capital.
No final de 2009, um segurança negro foi atacado em uma estação da Trensurb, na Capital. Foto : Lucas Leandro Brune
O delegado Paulo Cesar Jardim, especializado em crimes de intolerância e que atua na área há mais de dez anos, nega que exista caso de neonazismo em Teutônia. A suspeita foi levantada porque placas de trânsito e estruturas de pontos de ônibus no município apareceram pintados com a suástica, símbolo nazista. Conforme ele, esse tipo de vandalismo não caracteriza um movimento. “É preciso que haja estrutura organizada e um objetivo. O grupo tem que se reunir e tomar decisões”, explicou.

“Eu afirmo que não existe grupo nazista em Teutônia. Em qualquer cidade há pichação de suástica e do símbolo do anarquismo. Isso pode ser um modismo e não indica crime ou preocupação”, acrescentou Jardim. Ele informou também que a Polícia Civil monitora há mais de oito anos movimentos de intolerância no Rio Grande do Sul. “Eu tenho excelentes informantes na região e esse tipo de crime, com certeza, não existe lá.” Segundo o delegado, o alarme na cidade é uma “invenção” e pode causar pânico entre os moradores.

Ataque a sinagogas em 2009

Em 2009, uma forte ação policial impediu ataques a sinagogas e à parada gay em Porto Alegre, sendo apreendido farto material de propaganda neonazista. No final do mesmo ano, um segurança negro foi atacado em uma estação da Trensurb, na Capital. Um grupo também foi desarticulado na Região Metropolitana, na Capital e na Serra.