Polícia

Delegado estima em até R$ 1 milhão valor roubado por quadrilha que utiliza explosivos

Juliano Ferreira acredita que grupo prepara novos ataques

Quadrilha atacou carro-forte em Tapes, na última sexta
Quadrilha atacou carro-forte em Tapes, na última sexta Foto : Carla Ruas
O titular da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Juliano Ferreira, avalia em até R$ 1 milhão o valor roubado pela quadrilha que utiliza explosivos em assaltos a bancos e estabelecimentos comerciais no Estado. Ele acredita que o grupo prepara novos ataques no Rio Grande do Sul e que o dinheiro arrecadado com os crimes deve ser reinvestido em outras ações. 

Ferreira disse que, a cada assalto, a quadrilha se torna mais e rica e mais bem equipada. “Como qualquer trabalhador no seu ramo, eles vão investir no seu próprio negócio." Próximo aos locais dos crimes já foram apreendidos um fuzil italiano calibre 22, quatro coletes a prova de bala, uma sirene de viatura discreta, e dezenas de cartuchos de pistola. O equipamento demonstraria o poderio financeiro dos assaltantes.

Na última sexta-feira, um bando, que polícia não descarta que seja o mesmo que assalta bancos no interior, interceptou um veículo de transporte de valores próximo a Tapes. Os bandidos jogaram um caminhão contra o automóvel e atiraram contra o veículo. Os assaltantes utilizaram explosivos para arrombar a porta. Foram roubados pelo menos três malotes, em um total estimado de R$ 800 mil. Nenhum dos quatro funcionários da empresa ficou ferido.

O método de colidir contra o carro-forte, que foi utilizado pelo grupo, se tornou uma prática comum, segundo o delegado, a partir das ações lideradas pelo assaltante José Carlos dos Santos, o Seco, que está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Desde o início do ano, a organização criminosa roubou, segundo a polícia, quatro bancos, um carro-forte, um supermercado, e um posto de combustível, em Tapes, Dom Feliciano, Dois Lajeados, Sertão Santana, e Igrejinha.

PCC

O delegado Ferreira tem convicção de que os ladrões não integram o Primeiro Comando da Capital (PCC). "Eles são daqui, e não há qualquer relação com o PCC", afirmou. Até agora, nenhum integrante da quadrilha foi preso. A polícia mantém sigilo sobre as investigações.