Mais de um mês após o estudante e músico Valtair Jardim de Oliveira, de 21 anos, ter perdido a vida com uma descarga elétrica ao se encostar em parada de ônibus na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre, a investigação sobre o caso segue sem apontar culpados. Na tarde desta sexta-feira, o titular da 1ª Delegacia da Capital, Paulo Cesar Jardim, revelou que já sabe o ponto exato de fuga elétrica que provocou a morte, mas que prefere manter o mistério até finalizar o inquérito.
Até agora, 26 pessoas foram ouvidas por Jardim, entre elas, o atual secretário municipal de Mobilidade Urbana, Romano Bottin, e donos de um consórcio de empresas que venceu licitações junto a Prefeitura, para executar serviços de manutenção nos abrigos do sistema de transporte coletivo.
O delegado justificou a demora para concluir o inquérito ao afirmar que novas perícias são necessárias e que o conjunto de envolvidos é muito grande, mas prometeu a responsabilização criminal dos responsáveis, por homicídio culposo. Em abril, dirigentes da EPTC confirmaram que a reclamação sobre a energização na parada da Avenida João Pessoa foi comunicada ao órgão, através do telefone 118, mas nada foi feito.
Nesta sexta-feira, um novo problema de energização de estruturas urbanas foi localizado na zona norte da Capital. A EPTC interditou telefone público próximo ao viaduto Obirici, no bairro Passo D'Areia, onde pessoas sofreram descargas elétricas.
Delegado garante ter localizado fuga elétrica que matou jovem em parada de ônibus
Paulo César Jardim interrogou 26 pessoas, entre elas autoridades da Prefeitura de Porto Alegre