Polícia

Delegado investiga quem iniciou tiroteio entre policiais civis e militares

Agente do Denarc foi baleado na cabeça após troca de tiros em Canoas

Após o tiroteio entre policiais civis e militares nessa segunda-feira, em Canoas, na Região Metropolitana, a 3ª Delegacia de Polícia – que investiga o caso – tenta descobrir quem iniciou os disparos. As versões apresentadas pelos nove envolvidos são contraditórias, segundo o delegado Silvio Huppes. Nenhuma das duas equipes admite ter começado a atirar.

Quatro policiais militares e quatro civis foram ouvidos pelo delegado. Um dos agentes foi baleado de raspão na cabeça e deve prestar depoimentos assim que tiver condições de falar. Conforme o relato dos envolvidos, duas equipes do Denarc estavam em duas viaturas discretas – dois agentes em uma e três em outra – fazendo uma investigação na área.

A Brigada Militar recebeu uma denúncia sobre carros suspeitos circulando na região do bairro Olaria e deslocou um veículo também discreto para o local com quatro policiais à paisana. Eles consultaram as placas e verificaram que não eram cadastradas. Segundo o delegado, essa é uma característica dos automóveis usados para investigação. “Até hoje, nunca vi um veículo de criminosos com placa não cadastrada. O que a gente verifica é que eles usam placa clonada.”

Os policiais continuaram trafegando pela região e iniciou a troca de tiros. “Os policiais militares dizem que os civis teriam começado a atirar e os civis dizem o contrário”, afirmou o delegado. Além disso, os civis afirmam que usavam giroflex, mas os militares disseram que não viram o equipamento. O inquérito deve ser concluído em 30 dias e o delegado ouvirá ainda possíveis testemunhas e o agente ferido.

O Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar também vai instaurar um inquérito para averiguar o fato. A informação é do responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), coronel Silanus Mello. A investigação deve ser concluída em 60 dias.

Já a Polícia Civil deverá analisar o caso também através da corregedoria da instituição, segundo o diretor do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado Joel Oliveira. Ele lamentou o fato, dizendo que foi um incidente que não irá prejudicar a relação entre a Polícia Civil e a Brigada Militar no combate à criminalidade.


Bookmark and Share