Acompanhado de advogado, Carivali prestou depoimento durante quase cinco horas na sede da Corregedoria, em Porto Alegre nessa quinta-feira. O procedimento foi acompanhado por um representante do Ministério Público. Segundo Grillo, o delegado investigado voltou a alegar legítima defesa.
Em sua fala, Carivali relatou que o carro dos sequestradores deixava o cativeiro, quando os policiais que investigavam o sequestro perceberam o movimento. Foi dada voz de prisão. O Corsa retornou à garagem e a porta traseira direita foi aberta. "Por ela, de acordo com o delegado, desembarcou um homem armado, que se voltou para os policiais com a arma em punho. Foi quando Carivali atirou", contou Grillo. O corregedor não adiantou conclusões sobre o depoimento e o inquérito, que será fechado na próxima semana. Porém, mencionou que Carivali agiu "porque não poderia esperar que se consumasse aquela agressão iminente contra os policiais", declarou. Foram disparados três tiros. Um deles acertou Persch.
Sargento foi morto em Gravataí
O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi atingido por cinco disparos de fuzil por volta da 1h30min do dia 21 de dezembro, em Gravataí. A versão apresentada pelos policiais paranaenses é de que o policial militar (PM) atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide com tiroteio. O coronel Silanus Mello, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar, não acredita na hipótese de o PM ter decidido abordar, de moto, um carro com três ocupantes.
Ariel da Silva estava à paisana, de folga e voltava da casa do pai. "O sargento estava caído, ainda com vida, ao lado da moto e da sua pistola. Estava distante cerca de sete metros atrás do Logan", disse. A vítima atuava há 21 anos na Brigada Militar.
Na tarde do mesmo dia, o empresário Lírio Perscht, 50 anos, morreu em ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e polícias Civil e Militar do Estado. Agentes invadiram o cativeiro onde eram mantidos reféns Perscht e outro empresário – um sobrado amarelo na rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí.
Ao fim da ação de resgate, três pessoas foram presas – todas com antecedentes por extorsão mediante sequestro. Os policiais envolvidos na morte do sargento da BM foram detidos, em Curitiba, após a Justiça decretar pedido de prisão temporária.