O corregedor da Polícia Civil, Paulo Rogério Grillo, prestará esclarecimentos sobre o caso em entrevista coletiva nesta tarde. A juíza da 1ª Vara Criminal de Gravataí, Eda Miranda, revogou na noite dessa quinta-feira a prisão cautelar dos policiais civis paranaenses suspeitos da morte do sargento gaúcho Ariel da Silva, no dia 21 de dezembro em Gravataí. O trio teve a prisão decretada pela Justiça no dia do confronto e estava preso no Paraná. Eles responderão ao processo em liberdade.
Sargento da BM foi morto a tiros
O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi atingido por cinco disparos de fuzil por volta da 1h30min do dia 21 de dezembro, em Gravataí. A versão apresentada pelos policiais paranaenses é de que o policial militar (PM) atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide com tiroteio. O coronel Silanus Mello, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar, não acredita na hipótese de o PM ter decidido abordar, de moto, um carro com três ocupantes.
Ariel da Silva estava à paisana, de folga e voltava da casa do pai. "O sargento estava caído, ainda com vida, ao lado da moto e da sua pistola. Estava distante cerca de sete metros atrás do Logan", disse. A vítima atuava há 21 anos na Brigada Militar.
Na tarde do mesmo dia, o empresário Lírio Perscht, 50 anos, morreu em ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e polícias Civil e Militar do Estado. Agentes invadiram o cativeiro onde eram mantidos reféns Perscht e outro empresário – um sobrado amarelo na rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí.
Ao fim da ação de resgate, três pessoas foram presas – todas com antecedentes por extorsão mediante sequestro. Os policiais envolvidos na morte do sargento da BM foram detidos, em Curitiba, após a Justiça decretar pedido de prisão temporária.