Em entrevista coletiva neste sábado, o titular da delegacia de homicídios, Bolívar Llantada, e o chefe do Departamento Estadual de Investigações Criminais, delegado Ranolfo Vieira Júnior, mostrara otimismo na investigação sobre a morte de Eliseu Santos. Deram detalhes sobre a “dinâmica do crime” e falara também sobre os próximos passos na investigação.
“Estamos agindo com cautela para evitar injustiças. Temos já 10 testemunhas, mas valorizamos as provas técnicas. Nosso objetivo é fazer a convergência das duas coisas”, explicou Llantada.
Até a esposa de Eliseu Santos, Denise Goularte Silva, já foi ouvida. No início da tarde, ela prestou depoimento à polícia. "Alguns desses relatos coincidem em pontos determinantes para a investigação", revelou o delegado Randolfo.
Entre as provas técnicas, a mais valorizada é o rastro de sangue, que permitirá a identificação dos suspeitos. De acordo com o relato do delegado, três pessoas participaram do crime. Segundo relatos, o carro usado foi um Vectra prateado, mas os investigadores também dizem que as testemunhas podem ter se confundido com um Astra, já que os modelos são parecidos.
O próximo passo é verificar imagens de mais de 20 câmeras de segurança, que podem apresentar mais indícios sobre os crime. O delegado só não quis adiantar uma corrente de investigação.
“Creio que a investigação está indo bem. Não podemos dizer ainda se é um latrocínio (roubo seguido de morte) ou um homicídio. A investigação tem que ser isenta, não posso me contaminar por uma ou outra hipótese para não prejudicar o trabalho”, avaliou Llantada.
Contra a hipótese de um crime mandado, ele diz que os matadores foram incompetentes. “Se eu fosse um matador contratado, não agiria naquele momento”, comparou.
Centenas de pessoas acompanham o velório do secretário de Saúde da Capital, Eliseu Santos. O corpo está sendo velado no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa. Políticos, autoridades e amigos lamentam a perda. A governadora Yeda Crusius prestou solidariedade aos familiares e comentou o crime. “Quando envolve política, aí as motivações tomam um caráter um pouco mais passional na cabeça de cada um. Cada um tem as suas ideias. Vamos esperar para ver o que dizem as testemunhas para entender melhor essa morte”, declarou a governadora. Além de colegas e lideranças do PTB, estiveram presentes neste sábado o vice-prefeito José Fortunati e o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, entre outros.
Delegado revela avanços nas investigações da morte de Eliseu Santos
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