Polícia

Delegados da Polícia Civil decidem quarta se paralisam atividades

Servidores avaliam medidas diante de novo parcelamento de salários

Servidores da segurança decidem medidas que serão adotadas diante de novo parcelamento
Servidores da segurança decidem medidas que serão adotadas diante de novo parcelamento Foto : Alina Souza / CP Memória
Os delegados da Polícia Civil decidem, nesta quarta-feira, as medidas que serão adotadas pela categoria diante do novo parcelamento dos vencimentos determinado pelo Governo do Rio Grande do Sul. Entre elas, está a adesão à paralisação da segurança pública nesta quinta-feira, a suspensão de operações policiais, a impossibilidade de iniciar o curso para novos servidores na Academia de Polícia e a retirada imediata de presos das dependências das delegacias.

Em nota oficial, a Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) aponta um “absoluto desprezo demonstrado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul” e que tem “demonstrado desrespeito com os servidores, tendo em vista o parcelamento aviltante dos seus salários”.

Para a entidade de classe, é “nítido que está se fazendo escolhas ao saldar contratos e outras obrigações que geram juros e repassando, integral e antecipadamente, os recursos financeiros para os demais poderes e órgãos autônomos, em detrimento do pagamento dos funcionários do Executivo”. O documento é assinado pela presidente da Asdep, delegada Nadine Tagliari Farias Anflor. 

Brigada Militar se manifesta

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm) também se posicionou sobre a atual situação da segurança pública. Em nota, a entidade lembrou que o Governo “aumentou impostos, congelou salários, alterou regras previdenciárias, reduziu orçamentos, tudo com a pretensão de enfrentar a crise sem precedentes pela qual passa o Estado”. Na avaliação da Asofbm, o que existe é uma “crise de insegurança pública, de saúde, de educação, e gestão de governo”, acrescentando que “o deboche, o descaso com o qual o Governo do Rio Grande do Sul trata os servidores da Segurança Pública ajuda a empurrar ainda mais nosso Estado para a borda do precipício.

A Asofbm orientou que sejam comandadas apenas ações rotineiras de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, suspendendo operações diversas e de inteligência. Além de ser empregado o efetivo nas ações de policiamento ostensivo ou de bombeiro militar, apenas quando disponível e adequado o equipamento de proteção individual, revisado ou dentro do prazo de validade por razões de segurança.

Outras medidas proposta pela entidade são: escala dos militares estaduais observando o parâmetro constitucional da jornada de trabalho, sem impor cumprimento de sobre jornada, exceto se houver horas-extras disponíveis, concedendo folga aos militares que cumpriram a carga horária limite, e que qualquer deslocamento para fora de suas sedes sejam realizados exclusivamente com o pagamento antecipado das diárias de viagem. A nota foi assinada pelo presidente da entidade, coronel da reserva remunerada Marcelo Gomes Frota, e pode ser lida na íntegra no site da Associação.