Polícia

Delegados questionam governo do RS na Justiça sobre contribuição à previdência

Categoria quer que Executivo especifique o quanto arrecadou e aplicou na área

A Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) decidiu interpelar na justiça o governo gaúcho, para que especifique os valores que recolhe da categoria, a título de contribuição previdenciária, e quanto do montante é aplicado no setor. Para o presidente da entidade, Wilson Muller, se não repassou para o IPE tudo que recolheu, o Estado pode ser condenado por crime de apropriação indébita previdenciária, previsto no artigo 68 do Código Penal.

"Pelo que conhecemos do governador Tarso Genro, acreditamos que ele não tenha sido suficientemente informado por sua assessoria da gravidade da situação," ressaltou Muller. Para o dirigente, a situação da previdência não é culpa do servidor público e é "histórica" a falta de recolhimento do tributo para o devido fim.

Participaram do encontro, na sede da Asdep, representantes de outras associações de classe da Segurança Pública – Abamf, ACP-RS/Sindicato, AsofBM, Ugeirm, AssTBM e Sinpol, além da Ajuris e da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, integrada por 28 entidades. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, convidado a participar do encontro, justificou a ausência e prometeu mandar um representante, mas, de acordo com a Asdep, ninguém apareceu.


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