O titular da Polícia Civil de Esteio, delegado André Sperotto, informou que as informações obtidas até agora já deram início a um processo de investigação. “Há um apontamento de quem possa ser essa pessoa, mas ainda não temos a confirmação disso ou a qualificação dela. Nosso trabalho vai se debruçar na elucidação de quem é essa pessoa, se há ou não vínculo com a Prefeitura, que ela fazia no posto de saúde e o número de vacinas que teriam sido desviadas. Também teremos que saber em nome de quem está o telefone que recebeu a mensagem de WhatsApp”.
Segundo o delegado, não há dúvidas que trata-se de um crime. “Caso seja servidor público, configura-se crime de peculato. Se for estudante, furto. Pessoas serão chamadas e ouvidas nos próximos dias.”
Procurada, a secretária de Saúde do Município, Ana Paula Macedo, não quis se pronunciar, mas em sua página pessoal do Facebook ela desabafa: “Compartilho para que todos saibam que jamais seremos coniventes com qualquer tipo de situação como esta. Todas as equipes fazendo um enorme esforço para vacina chegar aos que mais precisam e alguém tem esta atitude. Já tomamos todas as providências legais”.
A Prefeitura de Esteio também emitiu nota pelas redes sociais. Em síntese diz: “Lamentamos profundamente que tal ocorrência tenha se dado na nossa cidade, envolvendo um assunto tão sério e caro a todos. Não se brinca com a coisa pública, em especial com a saúde. Não se trata de uma funcionária do Município, e sim de uma estudante da área que participou voluntariamente de atividades como o Dia D da vacinação contra a gripe”. A prefeitura abriu procedimento interno pra identificar em quais circunstâncias que a autora se apossou das doses, tão necessárias aos grupos de risco da população esteiense.