Polícia

Denúncia pelo MP sobre o caso Becker é aceita pela Justiça

Foi aberto processo contra ex-andrologista Bayard Olle Fischer Santos e mais 11 pessoas

Marco Antonio Becker foi morto em dezembro de 2008
Marco Antonio Becker foi morto em dezembro de 2008 Foto : CP Memória
A juíza Elaine Maria Canto da Fonseca, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Alegre, aceitou hoje a denúncia contra o ex-andrologista Bayard Ollé Fischer Santos, 59 anos, e outras 11 pessoas acusadas de participação no assassinato do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina, Marco Antonio Becker, em dezembro de 2008. O inquérito foi entregue pela promotora Lúcia Callegari no último dia 22.

Elaine Maria também determinou o fim do segredo de Justiça sobre o caso. No entanto, a magistrada não acolheu a todos os pedidos de prisão preventiva das pessoas acusadas de envolvimento. Foi decretada somente a prisão de um traficante - que está foragido -, sob a acusação de ter intermediado o assassinato, ordenando que dois integrantes de sua quadrilha eliminassem Becker. Os dois homens cumprem pena na Pasc e no Presídio Central, por outros crimes.

O motivo do assassinato, conforme o inquérito, foi a desavença existente entre o andrologista e Becker, que eram tidos como inimigos. O indiciamento, entre outros, é por “motivo fútil”.

Um dos indiciados no inquérito, um integrante da quadrilha do traficante, foi assassinado no último dia 12, no bairro Restinga, zona Sul de Porto Alegre. Três homens executaram a vítima a tiros. Este indiciado não teria tido uma participação direta no crime do vice-presidente do Cremers. Ele teria auxiliado no assassinato retransmitindo ordens do traficante que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A Polícia não descarta, em princípio, que este assassinato tenha alguma relação com o caso Becker. Porém, destacou o diretor do Deic, delegado Ranolfo Vieira Júnior, só a investigação poderá concluir alguma coisa.

Estão indiciados também dois médicos que trabalharam com Bayard, um pai de santo, um ex-assessor do ex-andrologista. O restante faria parte do grupo do traficante foragido e tiveram uma participação pequena no assassinato de Becker.

O advogado de defesa de Bayard, criminalista Nereu Lima, disse que o próximo passo é a abertura de prazo - 15 dias -, para que a defesa se manifeste. Lima também afastou a possibilidade de entrar com um pedido de habeas corpus preventivo, uma vez que não foi decretada a prisão preventiva do seu cliente. Hoje à tarde mesmo, uma integrante do escritório de Lima foi ao Fórum para ter acesso ao inquérito e confirmar as informações.