Polícia

Denúncias anônimas reforçam tese do MP sobre caso Eliseu

Segundo promotor Eugênio Amorim, informações ajudam a rastrear possíveis novos suspeitos

Um recurso utilizado pelo Ministério Público (MP) pode dar novos rumos à investigação do assassinato do ex-secretário de Saúde de Porto Alegre Eliseu Santos. O órgão mantém sigilo sobre os possíveis desdobramentos do trabalho, mas um dos promotores responsáveis pela reviravolta no caso, Eugênio Paes Amorim, afirmou hoje que denúncias via telefone têm contribuído na tese de que o ex-secretário foi vítima de um crime encomendado. Porém, como as fontes se reservam o direito do anonimato, as informações não podem ser incluídas no processo, apesar de, segundo ele, darem novos horizontes aos promotores.

Conforme Amorim, parte das denúncias podem ser classificadas como "absurdas ou "insustentáveis", mas algumas têm fundamentação e ajudam a rastrear pessoas que também podem estar por trás do crime, por outros motivos. O número disponibilizado pela promotoria para denúncias é o (51) 3295-1606.

Até agora, a lista de acusados do MP conta com dois integrantes da empresa de vigilância Reação - um deles ex-PM e outro suposto informante da Polícia Civil -, o ex-assessor jurídico de Eliseu e da Secretaria de Saúde Marco Antônio Bernardes, e cinco pessoas supostamente ligadas a uma quadrilha de ladrões de carro de Sapucaia do Sul, que, segundo o órgão, foi contratada para assassinar o ex-secretário. Os promotores ainda aguardam o conteúdo de interceptações telefônicas feitas pela Polícia Civil a ligações de suspeitos e acusados.