Polícia

Denarc apreende droga sintética inédita no RS

Jovem de classe média, de 27 anos, foi preso em flagrante em Canoas

Dose da droga era vendida por R$ 100,00
Dose da droga era vendida por R$ 100,00 Foto : Polícia Civil / Divulgação/ CP
Uma nova droga sintética, na forma de bala de goma de cor café, foi descoberta e apreendida pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil. A equipe encontrou o entorpecente, totalizando 54 balinhas, em uma ação desencadeada no bairro Fátima, em Canoas, na madrugada desta sexta.

Um jovem de classe média, de 27 anos, sem antecedentes criminais, foi preso em flagrante. Houve ainda o recolhimento de cinco frascos de um anestésico feito à base de ketamina, usada na produção da droga Special K, além de 23 pontos de LSD e 87 comprimidos de ecstasy de diversos tipos.



O diretor de investigações do Denarc, delegado Mário Souza, acredita que a estreia da droga ocorreria ainda neste mês em alguma festa rave. “Seria o lançamento desta droga que parece bala de goma. Vamos apurar agora a composição química dela”, afirmou, acrescentando que o nome do entorpecente ainda é desconhecido, mas poderia ser chamado de “bala gel”, “ecstasy gel”, “mdma xxx”, “ecstasy xxx” ou “super ecstasy”. Segundo ele, o preço normal de um comprimido de ecstasy fica em torno de R$ 50,00.

Já a nova droga custaria cerca de R$ 100 cada uma, tendo um efeito superior à droga sintética normal, conforme informação repassada pelo próprio traficante preso. “É preocupante a apresentação dela como uma bala de goma”, admitiu, observando que a mesma possui um forte odor e provoca irritação no contato com a pele. “Ela seria mais facilmente absorvida pelo organismo e teria um efeito mais potente”, avaliou.

Os agentes do Denarc vão agora identificar se o novo tipo de entorpecente é “uma invenção” de traficantes locais ou de outros estados, mas não descartam a possibilidade de ser oriunda do exterior. Na Europa já é comum drogas sintéticas sob a forma de balas de goma coloridas. Misturada em um pacote com balas verdadeiras, ela pode passar desapercebida em uma revista policial de rotina. “Fica o alerta”, diz o delegado Mário Souza.