O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil apura quem seria o financiador por detrás do laboratório de ecstasy descoberto no início de fevereiro passado em Alvorada. “Queremos saber se tem mais gente envolvida. Tem que ter alguém para financiar”, resumiu sem detalhar o delegado Fernando Siqueira na manhã desta sexta-feira. Na operação deflagrada há quase dois meses, os agentes apreenderam 3.980 comprimidos da droga sintética e insumos suficientes para produção em larga escala de mais de 30 mil comprimidos, além de equipamentos. O traficante responsável pelo local, que trabalhava com eventos, foi preso em flagrante.
Segundo o delegado Fernando Siqueira, o consumo do ecstasy ocorre sobretudo em festas de música eletrônica, conhecidas como raves. De acordo com ele, a droga sintética é comercializada “tanto por telefone, WhatsApp e dentro das próprias festas com o traficante levando 100, 200, 300 ou até mais comprimidos, geralmente acompanhado de uma mulher”, observou.
As investigações já apuraram que os insumos chegavam primeiro na residência de um cúmplice antes de seguirem para o laboratório. “No dia seguinte fomos neste endereço e encontramos a mochila do traficante”, lembrou, referindo-se ao vínculo entre os dois. O cúmplice foi também detido. O delegado Fernando Siqueira observou ainda que a maior parte dos insumos chegavam por via postal, proveniente do Estado do Pará.