Polícia

Denarc localiza mais de uma tonelada de drogas e prende foragido em Parobé

Crime organizado teve prejuízo superior a R$ 2 milhões com ação da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico

Armas e drogas foram apreendidas em Parobé
Armas e drogas foram apreendidas em Parobé Foto : Polícia Civil / CP

Uma ofensiva da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (3ª Din/Denarc) da Polícia Civil resultou na prisão de dois homens, sendo um foragido, em Parobé, no Vale do Paranhana. A dupla estava em um sítio onde houve a apreensão de mais de uma tonelada de drogas. O caso foi registrado na noite de sexta-feira.

A ação decorreu de investigações sobre o paradeiro de um foragido. Ele se escondia em um sítio na área rural de Parobé, onde ainda armazenava drogas e armas para uma facção.

O local foi monitorado por dias. Ali, havia uma casa em construção e um contêiner de obras ali, mas a ausência de trabalhadores chamou a atenção dos policiais. Também gerou suspeitas a grande circulação de veículos e de pessoas, algo incompatível com uma obra em andamento.

As diligências na propriedade localizaram uma tonelada de maconha, 17 quilos de cocaína e 11 quilos de crack, além de uma espingarda calibre 12 semiautomática, quatro coletes balísticos, munições, balanças de precisão e materiais para refino de drogas.

"Com esta apreensão, a 3ª Din supera a marca de 2,5 toneladas de drogas apreendidas em um mês”, celebrou o delegado titular Joel Wagner.

Ainda de acordo com o titular da 3ª Din, um veículo de luxo foi abordado na entrada do lugar. Um dos passageiros era o foragido do sistema prisional, um homem de 29 anos, que soma antecedentes por tráfico, associação para o tráfico, porte ilegal, organização criminosa, roubo, receptação e homicídio.

O fugitivo portava uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito, com um carregador estendido que possibilitaria até 30 disparos. Um comparsa dele, 43 anos, também foi preso.

“O prejuízo ao tráfico é estimado em mais de R$ 2 milhões. Além das prisões, também foram apreendidas armas e grande quantidade de drogas que deixaram de ir para as ruas e que certamente iriam fomentar a criminalidade”, enfatizou o diretor do Denarc, delegado Carlos Wendt.