Viafore explica que os traficantes costumam lavar o dinheiro da venda de drogas de várias formas - pequeno comércio, contas correntes em nome de laranjas ou aquisição de casas, veículos, eletroeletrônicos e outros bens. Cita o emprego dos recursos na ampliação dos "negócios". O dinheiro serve como moeda de troca para a aquisição de armas.
Os estratagemas dos criminosos têm como objetivo impedir o confisco do dinheiro ilícito por parte das autoridades, sendo dificultado ao máximo a possibilidade de rastreamento e origem do mesmo. O delegado lembra que as investigações são demoradas, exigindo paciência e pessoal especializado. "Os resultados não são imediatos. Quando se começa uma investigação, não se sabe onde vai acabar", observa.
Viafore entende que a apreensão do dinheiro ilícito, incluindo bens obtidos com a venda de drogas, quebra a estrutura financeira do narcotráfico. Recorda que os traficantes, mesmo dentro das cadeias, seguem operando seus negócios graças aos recursos financeiros escondidos. O delegado não descarta a integração com outros órgãos da Segurança Pública, como Polícia Federal e até com outros estados, visto que a lavagem não tem fronteiras. "Europa e Estados Unidos estão muito avançados nesta área", diz o delegado.
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