De acordo com o procurador jurídico do Conselho, Ricardo Limongi, depois de finalizados os processos, o órgão deve tomar uma decisão sobre a punição ao profissional, que pode ser, desde uma advertência até a cassação definitiva do registro. “Esse, com certeza, é uma dos casos mais graves que já aparaceram no Conselho, existe uma denúncia de exercício ilegal da profissão, o que é muito grave. Se isso for comprovado, certamente isso depõe contra ele”, explica.
Segundo o titular da Delegacia de Capão da Canoa, delegado Valdernei Tonete, o dentista foi preso no Fórum de Capão da Canoa, depois que a polícia foi avisada que ele havia retornado ao município. O suspeito não chegou a prestar depoimento e disse que só pretende falar em juízo. Com prisão preventiva decretada desde 28 de setembro, o detista foi encaminhado ao Presídio Estadual Osório. Conforme Tonete, as investigações prosseguem para a conclusão de mais 32 inquéritos, instaurados contra o suspeito.
Suspeito de lesão corporal grave, posse ilegal de arma e coação, o profissional teria sedado os pacientes para provocar lesões e, em seguida, lucrar com os implantes. Em parte dos casos, ele também se negou a entregar os prontuários de atendimento e chegou a exibir armas de fogo durante as consultas. No caso mais grave retratado à polícia, uma moradora de Torres foi sedada e teve os dentes desgastados sem necessidade. A mulher foi submetida à perícia, que apontou que os procedimentos ocasionaram debilidade permanente das funções mastigatórias e na parte fonética e estética.