O pai da menina já foi ouvido pela polícia. Ele confirmou que não havia pediatra no Pronto Atendimento 24 Horas da cidade quando ele e a mulher chegaram ao local com a criança. O secretário interino da Saúde do município, Adriano Reis, negou que tenha havido negligência. Ele disse que o médico chegou mais tarde naquela noite, mas salientou que o bebê recebeu atendimento do profissional cerca de 40 minutos depois de chegar à unidade de saúde.
Segundo Reis, a menina não foi atendida imediatamente porque um enfermeiro teria verificado que o quadro de saúde estava estável. Após uma parada cardiorrespiratória, no entanto, o bebê foi encaminhado ao pediatra e, em seguida, ao hospital do município, que fica ao lado do posto. Na instituição, uma equipe tentou reanimar a menina por cerca de 55 minutos, mas ela não resistiu.
A prefeitura de Sapiranga e o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) informaram que abrirão sindicâncias para investigar o caso. Ainda não há previsão do resultado da necropsia realizada no corpo do bebê.