Polícia

Depoimentos sobre morte de bebê devem continuar até segunda em Sapiranga

Funcionários do posto de saúde são ouvidos pela polícia

Os funcionários do posto de saúde onde um bebê de um mês e meio foi atendido pouco antes de morrer, na noite de terça-feira, em Sapiranga, na Região Metropolitana, estão depondo na Delegacia de Polícia da cidade. O delegado Ernesto Clasen disse que as testemunhas serão ouvidas pelo menos até a próxima segunda-feira.

O pai da menina já foi ouvido pela polícia. Ele confirmou que não havia pediatra no Pronto Atendimento 24 Horas da cidade quando ele e a mulher chegaram ao local com a criança. O secretário interino da Saúde do município, Adriano Reis, negou que tenha havido negligência. Ele disse que o médico chegou mais tarde naquela noite, mas salientou que o bebê recebeu atendimento do profissional cerca de 40 minutos depois de chegar à unidade de saúde.

Segundo Reis, a menina não foi atendida imediatamente porque um enfermeiro teria verificado que o quadro de saúde estava estável. Após uma parada cardiorrespiratória, no entanto, o bebê foi encaminhado ao pediatra e, em seguida, ao hospital do município, que fica ao lado do posto. Na instituição, uma equipe tentou reanimar a menina por cerca de 55 minutos, mas ela não resistiu.

A prefeitura de Sapiranga e o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) informaram que abrirão sindicâncias para investigar o caso. Ainda não há previsão do resultado da necropsia realizada no corpo do bebê.

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