O alvo foi uma das duas organizações que disputavam o controle da exploração de travestis em Caxias. No ano passado, uma delas deixou a cidade. O grupo que permaneceu, segundo o inquérito, facilitava e agenciava a vinda de travestis para Caxias do Sul, oferecento casas e apartamentos para alojar os explorados, a maioria em regime de pensionato, em troca da prostituição. Para o MP, ficaram claros os delito de tráfico interno de pessoas e violação de direitos humanos. A organização controlava, entre outros pontos, a prostituição de travestis na rua Dal Canale e na esquina entre a avenida Júlio de Castilhos e a rua Humberto de Campos.
As investigações foram feitas de forma integrada pelo Ministério Público, Polícia Civil e Brigada Militar. A operação foi desencadeada a partir da expedição de mandados judiciais requeridos pelo Ministério Público e expedidos pela 5ª Vara Cível de Caxias do Sul. O Judiciário autorizou o ingresso nos apartamentos e casas que serviam de moradia para os travestis; mandou interditar os imóveis e remover os moradores, que garantiram atendimento social, hospedagem emergencial e uma passagem de ônibus, para que voltem às cidades de origem. A 5ª Vara também expediu mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos que possam levar a Polícia a encontrar mais dados sobre a organização.