Quatro homens, com idades de 22, 34, 40 e 49 anos, suspeitos de envolvimento na fraude, foram presos em flagrante sob a acusação de estarem falsificando dinheiro. Dos integrantes do grupo, apenas o de 40 anos possuía antecedentes criminais, por envolvimento em jogos de azar.
O local onde as operações ocorriam, em um pavilhão situado no loteamento Baggio, já estava sendo monitorado pela BM há algum tempo. Segundo a Brigada Militar, havia a suspeita, devido à movimentação de veículos, de que algo ilícito estivesse sendo feito no local. Sábado, PMs ficaram de campana nas proximidades.
Por volta das 14h20min, dois automóveis chegaram ao pavilhão, despertando a atenção dos policiais. Os PMs aproveitaram a chegada dos veículos e foram fazer uma averiguação tanto nos carros como no pavilhão. No lugar, foi constatado que a construção era usada como uma fábrica para produzir moedas falsas.
Dentro do pavilhão, os policiais militares encontraram máquinas para cunhar dinheiro, matriz da moeda de R$ 1,00, duas prensas, 20 bobinas de aço, um compressor de ar, 22 falsificações já prontas para serem postas em circulação, além de 322 argolas douradas e 722 miolos prateados, além de artefatos para fabricação de moedas.
A falsificação de moedas é considerada pouco usual pela Polícia Federal. Via de regra, os criminosos preferem falsificar, ou seja, "produzir" cédulas, que é mais simples. O outro caso, envolvendo moedas, aconteceu em Sapiranga, em 27 de junho. Um metalúrgico de 23 anos foi detido em sua casa, onde foi encontrado um saco contendo as moedas de R$ 0,50. Ao todo, foram fabricadas 832 peças, que totalizavam R$ 416,00. Segundo informações do suspeito à Brigada Militar, ele as fazia por brincadeira e as levava para casa, sem intenção de passá-las na rua.
Para produzir a falsificação era usado um molde em um material maleável, onde era colocada a moeda verdadeira, deixando as marcas do dinheiro, de ambos os lados. Em seguida, a peça verdadeira era retirada, deixando um molde igual à moeda original e este era preenchido com aço derretido. A descoberta ocorreu porque um irmão mais novo do suspeito levou alguns exemplares para a escola, despertando a atenção da diretora. O peso e o brilho - fosco, diferente da original - da moeda levantaram as suspeitas.