Polícia

Descartada participação de médico em assalto a juiz na Capital

Militar foi preso em flagrante pelo crime e liberado por benefício de um habeas corpus

Um inquérito da Polícia Civil divulgado nesta terça-feira concluiu que o médico do Exército acusado por um juiz de assaltá-lo, em Porto Alegre, não participou do crime. De acordo com o titular do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Abílio Pereira, uma ligação telefônica feita pelo oficial das Forças Armadas, do telefone fixo da casa dele, foi determinante para a conclusão. Além disso, uma testemunha garantiu que o médico não foi o autor do ataque.

O juiz Rinez da Trindade, atualmente no Tribunal de Justilça, reconheceu o oficial depois de ele ser detido no bairro Rio Branco, próximo ao local do crime, na última quinta-feira. “Ele simplesmente se enganou”, avaliou Pereira. Outro homem também foi detido no bairro, preso pelo mesmo crime e liberado. A arma e a carteira não foram recuperadas. O delegado disse que a investigação continua e tenta identificar os verdadeiros autores do crime.

Assalto

O assalto ocorreu à 20h45min de quinta-feira , quando o magistrado chegou à casa de um amigo. De acordo com os policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), quando desceu do veículo com uma amiga, o juiz foi abordado por dois homens armados. Ele não reagiu ao assalto e entregou a arma e a carteira. O amigo viu a ação e atirou duas vezes contra os criminosos. Os assaltantes dispararam em revide, mas ninguém ficou ferido. Trindade não se manifestou sobre o assunto.

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