A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro negou, em nota oficial, na noite dessa terça-feira, que uma carga de 600 kg de explosivos tenha partido do Rio Grande do Sul e de São Paulo e esteja circulando na capital fluminense, prestes a atacar monumentos e prédios públicos da cidade. A possibilidade foi noticiada pelo site de um jornal do Rio, citando "diferentes fontes das Polícias Federal, Civil e Militar". A hipótese, segundo a nota, é descartada pelas inteligências policiais dos dois Estados.
Segundo o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, não há nada comprovando que o material roubado no dia 10 em Gravataí (RS) e Jundiaí (SP) tenha entrado no estado fluminense. Na cidade gaúcha, cerca de 270 kg foram levados de uma pedreira. Confira abaixo a nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Rio:
"Considerando não ser nada elementar o transporte de 600 kg de mercadoria ilícita roubada do Rio Grande do Sul e de São Paulo para o Rio de Janeiro, a Secretaria de Segurança consultou informalmente os serviços de inteligência dos dois estados. Até o momento, todas as linhas de investigação rechaçam a ideia de que tais desvios tenham como destino o Rio de Janeiro".
Consultado pela reportagem, no início da madrugada, o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, Ranolfo Vieira Jr., confirmou ter sido o interlocutor, no Rio Grande do Sul, com a Secretaria da Segurança do Rio. "Fui contatado, sim, mas informei que não há nada que aponte neste sentido", afirmou.
Terça-feira foi violenta no Rio
A operação que a Polícia do Rio realizou nessa terça-feira deixou sete mil crianças sem aulas na cidade. Após mais uma madrugada violenta com pelo menos quatro carros incendiados e uma cabine da PM metralhada, além de um atentado frustrado em Copacabana, as buscas em 18 favelas dominadas pelo Comando Vermelho (CV) também prenderam 11 suspeitos e mataram dois supostos traficantes.
Um fuzil, uma pistola 45, armas e drogas foram apreendidos na resposta do governo do Estado aos ataques que incendiaram nove carros desde o domingo. Na Vila Cruzeiro e na Favela da Merendiba, no Complexo da Penha, traficantes atiraram contra um comboio do 16º Batalhão de Polícia Militar de Olaria. O tiroteio durou meia hora e apavorou os moradores. Em cada uma das favelas, um suposto criminoso foi morto pela Polícia, que tenta coagir arrastões e ataques a cabines da polícia em toda a cidade.
(Com informações da Agência Estado)
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