Polícia

Detento é flagrado ao celular uma hora depois de ser preso

Homem é acusado de fazer parte de uma quadrilha de assaltantes

Pouco mais de uma hora depois de entrar no Presídio Central, em Porto Alegre, um detento de 26 anos, acusado de pertencer a uma quadrilha que cometia assaltos em bairros nobres da Capital, já falava ao celular com a namorada. De acordo com o titular da 3ª DP, delegado Cléber Ferreira, a interceptação foi feita no último dia 12. O grupo ao qual pertence o presidiário foi desarticulado na semana passada, com a prisão de dois integrantes. “O problema é que ele pode se articular com cúmplices, pelo telefone”, disse Ferreira. “Um homem que é preso às 9h e às 11h já está conversando com a namorada pelo celular, pode também planejar crimes."

Segundo Ferreira, a gangue praticava roubos desde o ano passado, sempre nos bairros da zona Norte, onde residem pessoas de alto poder aquisitivo. Os dois integrantes do grupo foram pegos no litoral Norte. Quase no mesmo momento um detento de dentro do Central avisava a namorada dele.

A namorada, 24 horas após a prisão do acusado de 26 anos, teria ligado para um parente que já estava cumprindo pena no presídio para avisar da prisão do suspeito. Ferreira adiantou que irá comunicar à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) que existem telefones dentro da casa prisional e o nome de quem está usando os aparelhos. “Não posso fornecer os números à Susepe, pois isso apenas o juiz pode fazer”, disse Cléber Ferreira.