Polícia

Detento da Pasc é suspeito de integrar quadrilha de roubos milionários a bancos

Assaltante de carros-fortes é um dos alvos da mega operação da PF no Sul do País

Polícia investiga organização suspeita de diversos crimes no Sul do País
Polícia investiga organização suspeita de diversos crimes no Sul do País Foto : Divulgação / PF
Um assaltante de carros-fortes que está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) é suspeito de integrar uma quadrilha especializada em ataques a caixas eletrônicos, além de sequestros e homicídios. A organização criminosa é alvo da operação Mercúrio, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal (PF) nos três Estados do Sul do País. 

O mandado de prisão para o paranaense "Gordo Peter", como é conhecido o detento da Pasc, é um dos dois documentos expedidos para o Rio Grande do Sul. Segundo a PF do Paraná, o apenado agiria de dentro da casa prisional. Durante a mega operação, uma mulher ligada a ele também foi presa em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Outras 39 pessoas foram detidas hoje. Os agentes encontraram armas, coletes à prova de balas e computadores.

"Gordo Peter" cumpre pena desde que foi capturado em 2006 após um tiroteio com a polícia. Na ocasião, ele foi baleado e perdeu a perna. Dias antes, "Gordo" e o comparsa José Carlos dos Santos, o "Seco", haviam atacado um bunker da Proforte, em Santa Cruz do Sul, que resultou na morte de um oficial da Brigada Militar. Mais de R$ 3 milhões em dinheiro foram levados.

Cerca de 300 policiais federais, civis e militares cumprem ainda 50 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina. Desde dezembro de 2010, as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais de Curitiba identificaram 53 suspeitos, organizados em uma grande quadrilha que teria cometido 15 roubos de terminais de autoatendimento dos bancos Caixa Econômica Federal, Santander, Sicredi e Itaú, no Paraná e em Santa Catarina. O grupo também teria envolvimento direto no sequestro de funcionários e no roubo de R$ 1 milhão do banco Continental, no Paraguai (Salto del Guairá), em maio deste ano.

A maioria dos terminais roubados fica em pontos de ônibus de Curitiba. Somente o prejuízo da Caixa Econômica Federal está calculado em R$ 2 milhões. Além das ações violentas contra bancos, a quadrilha ainda roubava veículos na Capital e região metropolitana do Paraná, e em Joinville. Os carros eram clonados e utilizados para transporte dos criminosos e para assaltos a residências em Curitiba.

No último mês de investigação, a Polícia Federal apurou que os criminosos passaram a assaltar ônibus de turismo que passavam por Curitiba em direção a Foz do Iguaçu ou a São Paulo. Após um desses roubos, houve troca de tiros com uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apreensão de um fuzil e de uma pistola.

No período das investigações, ocorreram outros quatro confrontos com a polícia. Um deles aconteceu no Paraguai, em junho deste ano, quando a quadrilha se preparava para uma investida contra um banco. Na ocasião, por meio de ação conjunta com a PF, as autoridades paraguaias prenderam parte do bando e apreenderam fuzis e explosivos. Na ação, dois criminosos foram mortos. Os suspeitos que fugiram para o Brasil estão sendo procurados hoje.

Os principais investigados são criminosos de alta periculosidade, segundo a Polícia Federal. Muitos suspeitos são egressos ou foragidos do sistema penitenciário, condenados por homicídio, latrocínio e roubo, dentre outros delitos.

Operação no Sul do Estado

No Sul do Estado, a Polícia Federal realizou outra ação para desarticular uma quadrilha de tráfico de drogas em Jaguarão. As investigações começaram em fevereiro, depois da ação intitulada Asfixia. Durante as investigações, os agentes descobriram que uma quadrilha de Rio Grande teria se instalado na fronteira do Estado e começado a dominar o comércio de drogas em Jaguarão.


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