Polícia

Detento que denunciou propina recebe ameaças de morte

Agente penitenciário foi flagrado no Albergue Pio Buck com R$ 700

O Ministério Público (MP) demonstrou preocupação com a possibilidade do detento - que denunciou um esquema de extorsão dentro do Albergue Pio Buck envolvendo um agente penitenciário - correr risco de ser assassinado. De acordo com o promotor de Justiça Luciano Pretto, durante todo o último final de semana o presidiário recebeu, via telefone, ameaças de morte. O agente penitenciário foi flagrado, na noite de sexta-feira, dentro do albergue, com R$ 700, que seriam do detento.

O valor total da propina seria de R$ 1,2 mil. O MP em conjunto com a corregedoria da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) passaram a investigar a extorsão, após receberem uma denúncia do que ocorria na casa prisional. O agente flagrado na semana passada foi autuado em flagrante e levado ao Presídio Central, sendo posto na galeria E 2, onde ficam confinados policiais civis e militares acusados de alguma crime. Este é o segundo funcionário da Susepe a ocupar a galeria. O primeiro agente foi preso há cerca de 3 meses, após se flagrado entrando com drogas na Penitenciária Modulada de Charqueadas.

O detento, de 36 anos, que denunciou a prática da extorsão está no final de sua pena, que é de 1 ano e 3 meses. A transferência para uma outra casa prisional não ocorreu, pois, segundo funcionários da superintendência, que pediram para não serem identificados, poderia ser interpretada como uma perseguição por parte de agentes penitenciários, principalmente se acontecesse algo com o presidiário. Segundo a Susepe, o detento pode pedir para ser removido para outro albergue. O agente flagrado, no entender dos funcionários da Susepe, pode não ser o único a cometer este tipo de crime no Pio Buck.